21 de novembro de 2014

O NAUFRÁGIO DO HMHS BRITANNIC

O NAUFRÁGIO DO BRITANNIC 

O Britannic partiu de Southampton num domingo, dia 12 de novembro de 1916. Ele não levava nenhum "passageiro". No dia 17 de novembro de 1916, chegou a Nápoles, para abastecer e partir no sábado, mas uma tempestade feroz atrasou sua partida.
Terça-feira, 21 de novembro de 1916. O Britannic estava navegando pelo Canal de Kea no mar Egeu, em plena Primeira Guerra Mundial. Perto das 8:00 da manhã, uma tremenda explosão golpeou o Britannic, adernou e começou afundar muito depressa pela proa. O Capitão Bartlett experimentou encalhar o Britannic na Ilha de Kea, mas não teve sucesso. Em 55 minutos, o maior transatlântico da Inglaterra, com apenas 351 dias de vida, afundou. A explosão ocorreu aparentemente entre a 2ª e a 3ª antepara a prova de água e a antepara 2 e 1 também foram danificadas. Ao mesmo tempo, começou a fazer água na sala de caldeiras 5 e 6. Este era asperamente o mesmo dano que levou seu irmão, o Titanic, a afundar.
Infelizmente 30 pessoas morreram na ocasião. A maioria destas mortes ocorreu quando os hélices emergiram das águas e sugou alguns barcos salva-vidas. Os motores ainda estavam em funcionamento, pois na correria de tentar encalhar o navio, esqueceram de parar os motores.
O Britannic está tombado de lado a apenas 350 pés (107m) de profundidade. Tão raso que a proa bateu no fundo antes dele afundar totalmente, e devido ao imenso peso do navio a proa se retorceu toda. Ele foi descoberto em 1976 em uma Exploração dirigida pelo oceanógrafo Jacques Cousteau.
É fácil distinguir o Britannic de seus irmãos, devido aos gigantescos turcos de barco salva-vidas, e também porque a maioria das fotografias suas mostram ele todo pintado de branco com uma faixa verde pintada no casco de proa a popa, separada apenas por 3 grandes cruzes vermelhas de cada lado, designando-o como um navio hospital. O HMHS Britannic nunca chegou a receber um centavo para transportar um passageiro.
O Britannic é hoje o maior transatlântico naufragado.
Mortos no naufrágio do HMHS Britannic: Arthur Binks / Arthur Dennis / Charles C. S. Garland / Charles J. D. Phillips / Frank Joseph Earley / G. Philps / George De Lara Honeycott / George James Bostock / George Sherrin / George William Godwin / George William King / Henry Freebury / Henry James Toogood / James Patrick Rice / John Cropper / John George McFeat / Joseph Brown / Leonard George / Leonard Smith / Percival W. E. White / Pownall Gillespie / Robert Charles Babey / Thomas A. Crawford / Thomas Francis Tully / Thomas Jones / Thomas Taylor McDonald / Walter Jenkins / William Sharpe / William Smith / William Stone.

17 de novembro de 2014

CARTA A BORDO DO TITANIC

CARTA REVELA ACIDENTE NA PARTIDA 

Uma carta escrita a bordo do Titanic descreve que por pouco não colidiram com outro navio no porto de Southampton e que quase poderia ter parado a sua travessia pelo Atlântico.
A carta de 102 anos, foi escrita pelo engenheiro-chefe do Titanic Joseph Bell, para o seu filho Frank e foi encontrada no sótão de um casal. A carta foi vendida por £24000 o dobro do seu valor estimado, num leilão em Outubro, e revela que a grande sucção causada pelo Titanic ao deixar Southampton rebentou as cordas de amarração de dois navios, New York e Oceanic.

Foi por segundos que o Titanic não bateu no New York, mas mudou de direcção na hora certa.
Se o acidente tivesse acontecido, teria, sem dúvida, mudado o curso da história, disseram os leiloeiros.
"Fizemos uma boa travessia desde Southampton, tudo está a funcionar em pleno. Quase tivemos uma colisão com o New York e o Oceanic quando deixavamos Southampton. A sucção das nossas hélices fez os dois navios se mexerem quando estávamos a passar por eles, isso fez com que as suas cordas de amarração quebrassem e o New York partiu através do rio até que os rebocadores o puxaram de novo. Nenhum dano foi causado, mas parecia um problema no momento. Fica bem e sê um bom rapaz.
Abraço a Sra Johnston. Seu pai amoroso, J. Bell."
Joseph Bell enviou a carta de Queenstown (actualmente Cobh) na Irlanda no dia 11 de Abril de 1912.
Três dias depois, o Titanic, descrito como "praticamente inafundável", bateu no iceberg e afundou.
Morreram mais de 1.500 pessoas, incluindo o Bell, que deixou para trás a sua esposa Maud e quatro filhos.
Andrew Aldridge, dos leiloeiros Henry Aldridge & Son, disse: "Tivemos um telefonema há seis meses de um casal no Reino Unido, que são parentes distantes de Joseph Bell. Eles tinham acabado de descobrir esta carta, que tinha estado no seu sótão por décadas. Tivemos um grande interesse por parte de coleccionadores de todo o mundo, incluindo do Reino Unido, Estados Unidos, China e Rússia. A carta é particularmente interessante por causa de quem a escreveu e ao facto de que ele descreve cada detalhe do evento. Bell também descreve ironicamente tudo como "correndo bem" a bordo do navio quando ele saiu de Southampton. O acidente não teria sido um desastre, mas teria sido mau o suficiente para atrasar o Titanic por um dia ou dois e a integridade estrutural do casco teria sido verificada. Sem dúvida isto teria mudado o curso da história."
Joseph Bell nasceu em Março de 1861 em Farlam, Cumbria. Deixou Cumbria e foi para Newcastle para trabalhar como aprendiz na montagem de motores da Robert Stephenson and Company, uma empresa de fabrico de locomotivas.
Em 1885, Bell juntou-se à companhia de navegação White Star Line. Viajou para a Nova Zelândia e New York e serviu em 18 navios.
Casou-se com Maud Bates em 1893 e teve quatro filhos: Frances, Marjorie Clare, Eileen Maud e Ralph Douglas.
Uma década depois, a família mudou-se para Belfast e Bell tornou-se no engenheiro-chefe no RMS Olympic. Foi por fim transferido para o Titanic e supervisionou a construção do navio.
Tinha 51 anos de idade quando o Titanic afundou. Na sua lápide está gravado "não tem maior amor do que este, o de dar alguém a sua vida pelos seus amigos".

Fonte: Titanic Fans

13 de novembro de 2014

A PREMONIÇÃO CIGANA

CIGANA AVISOU ANDREWS DA TRAGÉDIA
 
No inicio do filme Titanic de 1996, vemos uma mulher já idosa, com um pequeno sino alertando os demais à sua volta para a calamidade que se abateria sobre o Titanic caso embarcassem. Este é o único filme que relata tal facto, e acredito ter o seu fundamento num livro que me foi dado a conhecer recentemente. Dias antes da partida do maior navio do mundo, Thomas Andrews, o designer-chefe do Titanic e seus irmãos, foi abordado por uma cigana que o advertiu que, caso embarcasse, a calamidade cairia sobre ele. Andrews não lhe deu ouvidos e partiu para o seu destino fatal. Este incidente vem no livro do conhecido historiador do Titanic, George Behe, publicado há uns anos com o título, "Titanic: Psychic Forewarnings Of A Tragedy." 
Andrews era uma figura muito respeitada nos estaleiros que construíram o Titanic, Harland & Wolff, se tivesse dado atenção a este aviso, talvez o rumo da História tivesse mudado. Behe pesquisou dezenas de avisos semelhantes dados aos passageiros e tripulantes do Titanic, mas não se pode garantir que todos sejam verdadeiros. De qualquer forma este é um livro do Titanic que traz um novo olhar sobre esta tragédia que jamais será esquecida.